sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A vida não sorri pra todos

O dia amanhece e o sol penetra no quarto. Ernesto se posta pra levantar com o peito cheio de esperanças. Toma o café com uma voracidade que só vendo e sai rumo a mais um dia. O telefonema do dia anterior lhe dera tantas esperanças de finalmente por fim aquela tormenta. E lá se foi pro lugar onde era fácil encontrá-lo,sentou-sse no banco taciturno, com a saliva engasgada cedo,cedo. Os transeuntes vão passando,chegando,se abraçando,se revendo e Ernesto sonhando, será que a sua hora chega?Será que a sorte lhe enseja? Alguns olhos curiosos de saber a razão daquele sujeito aparecer ali vez ou outra como um adolescente descobrindo a vida e o dia a passar e ele finalmente se levantar. Naquele dia deu jeito tácito foi quebrado por uma garota que tinha leves traços com ela e ele pensou :_ isto deve ser um sinal divino só pode ser!_ e deu um leve sorriso de soslaio. A tarde chegou e os ônibus iam e vinham e ele fincado no banco já meio nervoso talvez pressentindo lá no fundo algo. Alguns lhe achavam louco, por não se comunicar,não querer quebrar o silêncio do seu peito. A noite chega e adentrando-a eis o último ônibus. A sua procura chegou ao fim. Sim até ela( o fim )chega uma hora para o bem ou para o mal. Ernesto se levanta e vai embora. Cansado e desiludido. Dizem que Jesus morreu pelos pecados da humanidade e que ele está sempre de braços abertos para quem nele crê.E o que dizer de Ernesto? feito ao som de wilco

Um comentário:

Anônimo disse...

Triste... gosto de finais felizes como todo bom e velho conto de fadas. A realidade as vezes é tão ruim...